Tudo (na verdade, só um pouquinho!) o que você sempre quis saber sobre Vinyasa Flow Yoga mas tinha medo de perguntar

por Cacau Peres

Iniciei minha prática de Yoga pelas mãos do Hatha Yoga. O Hatha está para o Yoga assim como o ballet clássico está para a dança. É a base, a estrutura, que deu origem a todas as outras vertentes e estilos de Yoga. Eu amo Hatha, a minha primeira formação em Yoga foi em Hatha, mas confesso que depois de uns 2 anos de prática me apaixonei pelo Vinyasa Flow.

O que gosto no Vinyasa é que temos música, diferentemente da aula de Hatha, que é feita em silêncio ou, no máximo, ao som de um tambura (em geral, eletrônico que é mais prático, né???). Tá, os puristas vão me crucificar dizendo isso e aquilo. Mas era assim que EU conhecia a prática de Yoga.

flowyoga1Como eu dizia, me apaixonei pelo Vinyasa não só pela magia de fazer os asanas com a mente embalada pela música mas também pelo fato da aula ser mais fluída, mais dinâmica, sem tanta permanência como numa aula de Hatha convencional. O Vinyasa era mais a minha praia.

Porém, ahhh, sempre tem um porém… Eu já fiz muita aula de Vinyasa levando gato por lebre… Muita aula onde o professor enfia um surya namaskar entre uma postura e outra e tah-dah! Dá o nome de Vinyasa. Humpf. Aliás, para ser sincera, eu só vim aprender mesmo o que é uma real aula de Vinyasa quando fiz minha segunda formação, justamente em Vinyasa Flow Yoga, com a toda poderosa Micheline Berry. Só a partir dali eu pude ter um olhar mais crítico a respeito de todas as aulas de Vinyasa que havia feito até então. Algumas foram muito boas, diga-se de passagem. Outras, nem tanto…

Mas daí eu fiquei pensando sobre o que é ser professor de Vinyasa. E vou te contar: é trabalho de casa, viu? Não basta chegar na aula e sair inventando, criando de improviso. É preciso sentar o ra…, oops, o bumbum na cadeira e pensar na série que você quer dar naquele dia – ou naquela semana. Pensar se você quer dar ênfase a trabalhar o core ou as pernas, por exemplo. Pensar nas posturas que melhor se encadeiam umas na outras (não vai querer inventar moda de linkar um ardha chandrasana a um badha konasana, por exemplo, porque não vai rolar!!!).

Além disso,  é preciso também ter um sequenciamento lógico: aquecimento, posturas de pé, o ápice (onde em geral colocamos “aquele” asana), depois posturas que vão esfriando o corpo, posturas sentadas… E em meio disso tudo, pranayamas, meditação, torções, relaxamento… Ufa! Claro que há sempre uma ordem a ser respeitada, caso contrário vira a “aula do vinyasa doido”!

Aí o sujeito acha que o trabalho de casa do professor de Vinyasa Yoga parou por aí. Só que não!!! Vai lá o coitado montar a sua playlist para aquela aula. “Ah, basta deixar um cd qualquer tocando ou colocar o Ipod no modo shuffle!” – já ouvi isso de alguns professores (pausa para o “Hein??”). Não, filho, não basta. A sua playlist deve acompanhar o ritmo de sua aula: músicas mais tranquilas no aquecimento, que vão ficando com o ritmo cada vez mais intenso até chegar ao ápice, para depois irem se acalmando novamente. E o professor precisa se certificar de montar uma playlist que seja do tamanho de sua aula: de 1h, 1h15, 1h30…

Nas minhas aulas de Vinyasa não costumo colocar só mantrinhas e sons indianos. Influenciada pela própria Micheline, acabei optando por colocar músicas mais modernas e até mesmo algumas brasileiras. E o pessoal curte muito! Sempre aparece um ou mais alunos no final da aula perguntando sobre a playlist. Modéstia totalmente à parte, minhas playlists são o que há! (ao menos para o MEU gosto; pode ser?)

Então, da próxima vez que você for a uma aula de Vinyasa Flow, saiba que seu professor queimou a mufa para te trazer uma aula gostosa e de qualidade. A não ser que você faça uma aula de Vinyasa wannabe dentre algumas que já vi por aí!

Namastê!

*As informações contidas nesse texto de forma alguma pretendem ser fonte para quaquer tipo de pesquisa. Elas refletem tão somente o meu ponto de vista particular sobre o assunto em questão.

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Aulão por doação de Vinyasa Flow e música ao vivo com Kathy Lobos

Desde civilizações antigas, a música tem sido uma ferramente para unificar o corpo e a mente. O Yoga, por sua vez, completa este trabalho de evolução e união usando técnicas milenares. Nesta prática uniremos música, asanas, pranayamas e meditação despertando a consciência e equilíbrio interno, vibrando todas as células através do som do Didgeridoo (instrumento aborígene da Austrália), violão, voz e percursão.
Venha participar desta aula com a mente aberta a novas sensações!

Kathy Lobos se dedica há mais de 15 anos ao ensino do Yoga, unindo Bhakti e Vinyasa Flow numa verdadeira fusão de estilos. Formada em Educação Física em Santigo, Chile, Kathy viajou à Índia 7 vezes onde estudou e teve chance de estar ao lado de pessoas como Sri K. Pattabhi Jois, Rudra Dev, Dalai Lama, B. K. S. Iyengar, Ravi Shankar, Amma e Sai Baba.

Data: 17 de março
Horário: 10:00
Investimento: A aula é por doação. Cada um doa o valor que quiser e puder (valor sugerido: R$20,00)